sábado, 14 de maio de 2016

Augustino

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Augustino é um patronímico formado a partir do nome Augusto, se tratando de um nome masculino de origem romana. Augusto por sua vez, era um título de honra usado por imperadores romanos, vindo da palavra “augere”, que significa “levantar, fazer crescer”. Augusto, portanto, significa “venerável, majestoso”.

Augustino foi então uma elaboração a partir de Augusto, que significa uma descendência, ou seja, “filho de Augusto”, “descendente de Augusto”, ou por interpretação, “filho do venerável”.  Ou ainda, “relativo à Augusto”, “da família de Augusto”.

Outras línguas: Agostin (asturiano), Agostín (espanhol), Agustin, Augustin (basco), Eosten (bretão), Avgustin (búlgaro), Agustí (catalão), Augustín (checo), Augustin (croata), Aŭgusteno (esperanto), Agostiño (galício), Awstin (galês), Augoustinos (grego moderno), Austin, Austen, Augustine, Austyn (inglês), Agaistín (irlandês), Ágústínus (islandês), Augunstins (letão), Augustinas (lituano), Wistin (maltês), Agostinho (português), Ágoston (húngaro).

Quanto à popularidade, Augustino é o nome de 966 pessoas no Brasil (Nomes no Brasil, IBGE), nascidos em maioria na década de 40 e 50. Mas temos outras variantes mais utilizadas no nosso país:

·           14.698 pessoas chamadas Agostinho, a maioria na década de 50, destaque para SC;
·           958 pessoas chamadas Agostino, também na década de 50 a maior frequência, maior incidência no Piauí;
·           2.977 pessoas chamadas Agustinho, pico de uso na década de 50, maior frequência no Piauí;
·           465 pessoas chamadas Agustino, com registros equilibrados entre a década de 30 e 50, frequente em MS.
·           6.595 pessoas chamadas Augustinho, nas décadas de 50 e 60, maior taxa em SC;
·           271 pessoas chamadas Agostín, a maioria na década de 60 com destaque para SC;
·           335 pessoas chamadas Agustín, a maior parte na década de 50, com destaque para o RS;

Percebe-se que há muitas formas diferentes desse nome que são usadas no Brasil, especialmente, consta alguma diferença regional, pois por exemplo, Agustín e Agostín parecem ser bem mais frequentes no sul – talvez pela proximidade de fronteiras com países de língua espanhola.

Não preciso nem dizer que detesto, abomino, tenho pânico de qualquer nome terminado em –inho e –inha, por que acho que isso é um diminutivo quase pejorativo. É para uma pessoa se sentir diminuído desde o berço. Então, nada de Agostinho ou Augustinho ou Agustinho, essas são as variantes que eu acho que poderiam sumir do mapa. Que me perdoe o Santo Agostinho (de Hipona).

Augustino é um bom nome para quem procura algo régio, nobre, longo, másculo, forte. Mas confesso que minha variante predileta é Agostín, no espanhol, e acho que essa tem potencial para ganhar logo logo muitos corações brasileiros: basta observar a subida de popularidade de outros nomes com a mesma terminação como Benjamim, Joaquim e Valentim.

Referências:

Augustino Masele (nascido em 1966), político tanzaniano
Augustino Mrema (nascido em 1944), político tanzaniano
Augustino Oldoini (1612-1683), professor jesuíta italiano, historiador da igreja e bibliógrafo





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