quarta-feira, 4 de maio de 2016

Amaranta & Amarantha




Amaranta ou Amarantha é um nome feminino que vem a partir do nome da flor “amaranto”, que deriva do grego αμαραντος (Amarantos) significa "inalterável". Do ponto de vista etimológico, seria algo como “que não se desvanece”, “durável”, “que dura para sempre”, composto por μαραινειν (marainein, que significa “morrer, chegar ao fim”) combinado com “a”, que é um prefixo de negação.

Amaranthos (Αμαραντος) foi também um determinado nome grego antigo, presente entre homens gregos. Soa um pouco como uma combinação entre Araminta e Samantha, portanto, não parece ser algo tão estranho quando pensamos assim.

Há uma tradição muito recorrente de dar nomes de flores para as meninas, como Violeta, Dália, Rosa, Margarida, etc., de modo que Amarantha também pode estar ligado à essa tradição, relacionando esse costume muito antigo e difundido, ligando-se ao simbolismo atribuído à elas. Em francês temos Amarante, em italiano e espanhol Amaranta, e em inglês, Amarantha.

A flor do amaranto simboliza a imortalidade, a eternidade. No Brasil, são conhecidas como “sempre vivas”. Eu acho que Amarantha soa bastante gótico, e por isso mesmo gosto: acho encantador e fabuloso. É claro que não há registros desse nome no Brasil, e nem dados de popularidade em outros países. Afinal, Amarantha não é um nome para qualquer um.

Para os romanos a planta do amaranto, era considerada sagrada, pois devido sua longevidade, mantinha-se com a aparência de sempre viva, além dos teores nutritivos, a planta tinha propriedades de embelezar o corpo (manter a forma) e ornamentando-o através das vestes tingidas com suas cores.

O Amaranto também era considerada sagrada pelos índios Ocampos, que viveram no México, estado de Veracruz cerca de 4.000 a.C. Também pelos Mayas, pelos Astecas, e pelos Incas, pois além dos valores nutricionais, curativos e pelo vigor que lhes proporcionava era utilizada em rituais religiosos onde era chamado de “Kiwicha” o que significa pequeno gigante.

Há mais de quinhentos anos, os grãos de amaranto faziam parte da dieta do dia a dia dos Astecas e eram parte integrante de seus ritos religiosos. Os Astecas confeccionavam ídolos com uma pasta feita de sementes de amaranto moídas e tostadas, misturadas com o sangue das vítimas de sacrifícios humanos. 

Durante os festivais religiosos, os ídolos eram quebrados em pedaços e ingeridos pelos fiéis, uma pratica que os conquistadores espanhóis consideraram uma paródia perversa da Eucaristia Católica. Quando os espanhóis subjugaram os Astecas em 1519, eles proscreveram a religião Asteca e com ela o cultivo do amaranto.


Uma pessoa notável a ser citada pode ser Amaranta Fernández, uma jogadora de voleibol espanhola. Na ficção, Amaranta Buendía é um personagem do romance Cem Anos de Solidão por Gabriel García Márquez.



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