segunda-feira, 28 de março de 2016

Hilda



Eu venho de uma família miscigenada – italianos, alemães e brasileiros – mas o legado da parte alemã da família é interessante. Minha avó chamava-se Hulda, e suas irmãs todas tinham nomes com H, e uma delas se chama Hilda. Existe também a variante portuguesa Ilda, sem o H.

Hilda/Ilda derivam da palavra germânica Hild, que significa “batalha” e está na raiz de vários outros nomes femininos, como por exemplo, Matilde. Ele começou sendo usado como diminutivo, mas ganhou status de nome próprio em toda a Europa e depois, no resto do mundo.

Foi muito apreciado em Portugal no passado – segundo O Blog dos Nomes, entre 1920 e 1980, Ilda rondou os 300 registros anuais, depois disso caiu drasticamente. Em 2014, foram apenas duas meninas chamadas Ilda. Do mesmo modo, não é usado no Brasil. A impressão que se tem é que é um nome ultrapassado, fora de moda, com forte sentimento de associação e pertencimento à uma geração mais antiga.

Cheguei a pensar que talvez a minissérie exibida na Rede Globo, Hilda Furacão, exibida pela Rede Globo entre 27 de maio e 23 de julho de 1998, aumentaria um pouco a aceitação do nome. A minissérie foi inspirada no romance homônimo de Roberto Drummond, que por sua vez, inspirou-se na ex-prostituta Hilda Maia Valentim.

Associo o nome Hilda a outros nomes que são melhor aceitos como Astrid, Ingrid, Helga, etc. Inclusive, na mitologia nórdica, uma das valquírias chamava-se Hilda. As valquírias eram divindades menores que tinham a função de erguer a alma dos guerreiros mais heroicos e enviá-los para Valhalla, onde se tornariam espíritos guerreiros.

Como referência, podemos citar Hilda Hilst, uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Além dessa: Ilda Roquete, atriz portuguesa; Ilda Figueiredo, economista e política portuguesa; Ilda Reis, artista plástica portuguesa; 


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