quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Concha

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Concha: primeiramente, é sempre bom abrir-se a novas perspectivas em termos de nomes próprios. A Concha em questão, é a conchinha do mar, é para ser um nome literal, com associações com o mar, com a natureza, com as conchinhas muito fofas que encontramos na praia. Seria um perfeito nome de sereia.

Seria. Por que no Brasil, existe a Concha da sopa. E sim, foi nomeada por causa do seu formato em Concha e então virou um nome de utensílio doméstico para apanhar a comida. Primeiro indicativo de alto potencial de bulliyng contra uma criança que se chame Concha no Brasil.

Na Argentina, então, lascou-se. Muito embora Concha e Conchita já sejam usados no espanhol como diminutivos do nome Concepción (Conceição), por algum motivo, Concha passou a ser a gíria para o órgão sexual feminino, de modo bem vulgar. Então, a Concha da sopa é bem aceitável perto de ter um nome que é equiparado ao órgão sexual. Isso é uma besteira monstruosa, já que o órgão sexual é como qualquer parte do corpo, como mão ou cabeça, mas, é o segundo indicativo fortíssimo para bulliyng se a pessoa vir a morar na Argentina ou mesmo no sul do Brasil.

Desse modo, eu diria que Concha, apesar de ser um literal legal e ter uma proposta bem interessante de ligação com as Conchas do mar, esse nome não é recomendado para uso no Brasil ou qualquer outro país de língua portuguesa. Aliás, penso que aqui, de todos as palavras possíveis de virar nome próprio – Sol, Lua, Cristal, Pérola, Pétala, etc. – Concha está entre os que jamais serão minimamente considerados nomes próprios, e eu entendo as razões.

Como era de se esperar, Concha não teve nenhum registro em São Paulo , no ano de 2015. A única referência que trago aqui é Concha Piquer, que na verdade se chama Concepción Piquer Lopez, que foi uma cantora e atriz espanhola, falecida em 1990. 




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