quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Gidiana

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A primeira coisa que você encontra quando procura por Gidiana na Internet é um site, com o URL www.gidiana.net que traz textos, informações e conteúdo sobre André Gide, um autor francês, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1947. 

Depois disso, só mesmo uma meia dúzia de Gidianas no Facebook. Na primeira página da pesquisa, que exibe os principais resultados, a esmagadora maioria é brasileira, e umas duas ou três são de países hispânicos. E uma que aparentemente é africana, de algum país de colonização francesa, pela linguagem (nem todos os perfis tem informações públicas).

Sempre pensei que tivesse sido criado no Brasil, mas aparentemente, pode ter outras origens em outros países. Nenhuma fonte confiável dá Gidiana como um nome existente há séculos ou há décadas: é um nome bem recente.

Meu palpite é que seja originário de Gideon (em português, Gideão),  que significa lenhador em hebraico. Gideon era um herói do Velho Testamento que liderou os israelitas contra os midianitas. No mundo de fala inglesa, Gideon foi usado como um nome dado desde a Reforma Protestante, e era popular entre os puritanos. De Gideon para Gidiana não temos um grande caminho a percorrer.

Considerando que Gidi é uma abreviação ou uma apelido para Gideon, a junção com "ana", o sufixo feminino mais plausível, tenha originado Gidiana. 

Outra hipótese menos provável, creio, é que origine-se de Gidie, forma medieval francesa de Aegidius (Egídio, em português), que significa "cabrito". Talvez uma criança com um pai/ avô Egídio ou uma mãe/avó Egídia tenha se tornado uma Gidiana. 

De qualquer forma, é uma opção interessante para quem quer um nome diferente sem ser estranho. Afinal, a inicial "Gi" é comum a muitos nomes, como Giovana, super popular no Brasil, e a terminação "ana" o torna super feminino. 


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