quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Cleópatra

Lana Del Rey caracterizada como Cleópatra 


Não é preciso ser um grande historiador para perceber que na antiguidade ou na Idade Média era quase impossível de uma mulher se destacar no governo, na política ou em qualquer outra atividade predominantemente masculina. Por isso, as que de destacaram de modo arrebatador nos causam fascínio até hoje, pois com certeza eram mulheres incríveis e poderosas.


Cleópatra é uma delas. Ela tem uma repercussão incrível na mídia por ser uma figura histórica bastante conhecida e por ter sido explorada em inúmeras releituras em filmes, seriados, pinturas, etc. A representação mais famosa da governante do Antigo Egito é a da atriz Elizabeth Taylor, sendo assim é comum pensar que a Cleópatra antiga também era estonteantemente linda: o que não é bem assim. 

A segunda ideia que temos é que Cleópatra foi a única do seu nome. Na verdade, existiram várias: a mais famosa delas chamava-se Cleópatra Thea Filopator, ou Cleópatra VI. Estima-se que ela viveu entre 69 a 30 a.C, convivendo com outras figuras históricas de renome como Julio César e Marco Antônio;

Se ela não era bonita nem mesmo a única, o que a fez tão importante para a história? A inteligência. Cleópatra foi uma grande estrategista e sabia bem como governar, falava mais de quatro idiomas, estudava filosofia, literatura e arte gregas. Rica como toda grande líder, conquistava os homens com, além de sua sedutora inteligência, presentes e favores. Apesar de ter governado a princípio, com seus irmãos Ptolomeu XIII (casou-se com este, como e de costume para a sociedade egípcia, para preservar o “sangue nobre”) eXIV, não demorou muito para que ocupasse sozinha o “trono” egípcio.

De acordo com a história, Cleópatra teria se envolvido com Julio Cesar, e depois de sua queda, com Marco Antônio. Mas durante disputas deste com Otávio Augusto, deixou uma cobra venenosa picar-lhe o seio e suicidou-se junto a Marco Antônio. 

O nome Cleópatra é composto a partir do nome grego Κλεοπατρα (Kleopatra) que significa "glória do Pai", derivado de κλεος (kleos) "glória" combinado com πατηρ (pater) "pai". Este foi o nome de várias rainhas do Egito a partir da família real ptolomaica, incluindo Cleópatra VI. A tragédia de Shakespeare "Antônio e Cleópatra '(1606) baseia-se ela.

Pode ser encontrado ainda na variante Kleopatra, na forma masculina Kleopatros e mais comumente, no diminutivo Cléo

Como nome próprio no mundo atual talvez soe pretensioso, pois foi muito marcado como o nome de uma personalidade histórica específica e pela sonoridade pesada do "patra". Cléo é uma boa alternativa, que é mais suave e ao mesmo tempo preserva a referência histórica. 



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