terça-feira, 28 de julho de 2015

Fantine




Eis aqui mais um nome saído diretamete das páginas dos livros: Fantine foi o nome usado por Victor Hugo para a mãe de Cosette em seu romance Les Miserables (1862). O nome foi dado a ela por um transeunte, que a encontrou quando criança abandonada na rua.

Hugo teria nomeado-a a assim para que parecesse um derivado da palavra francesa “enfant”, ou seja, "criança".

Fantine de Les Miserables é fadada ao infortúnio: abandonada quando criança, desamparada por um namorado aos 18 anos, resultando em uma filha ilegítima, Cosette, forçada a deixar a criança sobre os cuidados da família Thenardier que a enganava enquanto ela trabalhava para pagar os cuidados da filha; perseguida e obrigada a vender os cabelos e os dentes da frente, despedida do seu emprego quando descobrem que ela é mãe solteira, terminando como prostituta e doente, morrendo de tuberculose antes de poder ter a chance de ver a filha novamente.

Bem, não é uma história nada feliz. 

O livro é um clássico que foi imortalizado na TV e nos cinemas, sendo Fantine interpretada por várias atrizes. Na última versão, foi interpretada por Anne Hathaway, que ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante por conta deste papel. Embora seja uma história trágica e repleta de sofrimento, Fantine é uma mulher que ama incondicionalmente a filha e faz qualquer coisa por ela, vendendo-se de todas as formas para garantir a segurança e a proteção da menina.

O nome ficou conhecido no Brasil por conta de Fantine Thó, uma cantora e compositora brasileira, conhecida por ser integrante da maior girl group brasileira, Rouge, formado em 2002 dentro do reality show Popstars. Embora tenha ficado conhecido, o nome nem se mexeu nos rankings de registros e são raríssimas as meninas que compartilham dele.

O significado, criado por Victor Hugo para parecer a palavra criança em francês, é fofo. É como conferir à filha uma alma eternamente criança. Embora o enredo do livro seja trágico, não considero o nome Fantine como pesado, denso, muito menos “azarado”. É só mais um nome usado em uma história triste.

Para mim, inspirações literárias sempre são válidas.




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