sábado, 19 de maio de 2018

Rubim, Rubin & Rubino


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Rubino é a palavra italiana que designa o “rubi”, a pedra preciosa de cor vermelha, enquanto Rubim ou Rubim, trata-se da forma alemã e de algumas línguas eslavas. O feminino em italiano é Rubina. Do ponto de vista etimológico, é uma abreviação da expressão latina medieval “lápis rubinus”, que significa “pedra vermelha”, com base no latim “rubeus” ou “ruber”, que significa “vermelho”.

A forma inglesa Ruby começou a ser usada no século XIX no mundo anglófono. Em italiano, em casos raros, Rubino pode ser uma abreviação de Cherubino (querubim).

Rubin e Rubim tem a vantagem de se parecer com Rubens, portanto, não causariam muito estranhamento.

No Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), há 108 pessoas chamados Rubino, todos eles nascidos entre 1940 e 1960, sendo que a maioria nasceu nos primeiros anos da década de 40, com o destaque por conta do Rio Grande do Sul. Rubin também está destacado no Rio Grande do Sul, mas tem 205 representantes, a maioria nasceu nos anos 50. Rubim é o nome de 115 pessoas, e o destaque também está no Rio Grande do Sul.

O Rubi tem diferentes significados em várias culturas e doutrinas. Veja esse texto do site :



O Rubi é uma pedra preciosa que deve ser cuidadosamente estudada antes de sua escolha para propósitos de cura.

A pedra clássica é usualmente de um profundo, brilhante vermelho, mas pode ser encontrada em colorações rosa e cor de alfazema.

Os Rubis são oriundos dos Estados Unidos, Índia e Sri Lanka.


É uma pedra poderosa cuja energia estimulante pode trazer à tona coisas surpreendentes.

Como o Diamante, é um amplificador de energia – tanto a positiva quanto a negativa.

O vermelho é normalmente interpretado como uma cor de paixão, e algumas vezes o efeito do Rubi é o mesmo de sacudir uma capa vermelha na frente de um touro.

O Rubi pode trazer rapidamente à superfície raiva ou negatividade.

Por esta razão deve ser usado com conhecimento de como tirar proveito da experiência, de outro modo você pode ser vencido pela paixão que surge.

Lembre-se que o Rubi pode trazer negatividade à superfície para ser queimada ou dispersada. Permita a si próprio ser purificado pela experiência e não subjugado pela mesma.

O Rubi também pode amplificar a energia positiva, aumentando qualquer pureza que você já possua.

Esta energia positiva alguma vezes fornece um suprimento extra de energia que se pode utilizar quando se lida com o lado negativo provocado pelo Rubi.

Os Rubis nos ajudam em todos os assuntos de amor, inclusive de amor a nós mesmo.

Eles beneficiam o coração e o sistema circulatório e podem promover a filtração e desintoxicação do corpo. A literatura também sugere Rubis para os olhos.

O Rubi é uma pedra de energia que estimula a motivação e a visualização.

Ele pode ajudar ao usuário a ser mais realista em relação a seus objetivos e mais honestos em suas intenções.

Os Rubis erram considerados pelos hindus como as pedras mais valiosas porque preservavam a saúde do corpo e da mente de quem os usava, removendo pensamentos maus, controlando os desejos amorosos, dissipando os vapores pestilentos e reconciliando disputas.

No Lapidário de Philippe de Valois é dito: “Os livros dizem-nos que o belo, claro e fino Rubi é o senhor das pedras, é a gema das gemas e se sobrepõe a todas as outras pedras em termos de virtude”.

Um tratado do século XIV atribuído a Sir John Mandeville assegura ao fortunado usuário de um brilhante de Rubi que ele viverá em paz e concordará com todos os homens, que nem sua terra nem os seus serão levados para longe, e que ele será preservado de todos os perigos.

A mágica da pedra também guardaria sua casa, suas árvores frutíferas e vinhas dos danos causados pelas tempestades.

Todos esses bons fatos seriam alcançados se o Rubi, colocado num anel, bracelete ou broche fosse usado no lado esquerdo.

Em Burma, os Rubis eram valorizados por sua invulnerabilidade.

Para se chegar a isso, o Rubi deveria ser inserido dentro da carne de modo a tornar-se parte do corpo.

Aqueles que incrustavam Rubis em sua pele acreditavam que se tornavam inatingíveis por quaisquer feridas causadas por lanças, espadas ou revólveres.

Sabe-se que alguns soldados imprudentes passam relativamente sem ferimentos através dos muitos perigos da guerra e portanto é fácil entender como essa superstição muitas vezes parece facilmente verificada.

Os Rubis devem ser usados como broche, anel ou pulseira de tornozelo e ficar distantes do plexo solar.

O Rubi é pedra indicada para aqueles nascidos em julho e tem afinidades com os signos de Áries, Sagitário, Leão, Capricórnio e Escorpião.


Referências:

Rubino Profeta, compositor italiano;
Rubino Rubini, diretor de teatro e cinema italiano;
Rubino, general italiano.







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sexta-feira, 18 de maio de 2018

April

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Não é um nome que tenha repercussão no Brasil. April é um nome literal em inglês, ou seja, é a palavra inglesa que designa o nome do mês de “abril”. O nome do mês provavelmente vem do latim “aperire” ou seja, “abrir”, referindo-se à abertura das flores (na Europa).

April tem sido comumente usado como nome desde a década de 40. Não é raro, em inglês, o uso do nome dos meses como nome próprio, como por exemplo, nos casos de May e June.

Uma variante do nome é Avril, em francês, como o nome da cantora Avril Lavigne. Nos Estados Unidos, ele aparece pela primeira vez no ranking em 1939, e permanece nele até o ano de 2015, último ranking divulgado, quando classifica-se no 403º lugar. Ele também está no 194º lugar no ranking da Inglaterra e País de Gales no ano de 2014. Fora desses países, ainda constou em rankings anteriores do Canadá.

Na série de televisão Gilmore Girls (2000), há uma personagem chamada April Nardini.


Referências:

April Clough, atriz norte-americana;
April L. Hernandez, atriz norte-americana;
April March, cantora norte-americana;
April Matson, atriz e cantora norte-americana;
April Pearson, atriz inglesa;
April Ross, jogadora de volei de praia norte-americana;
April Winchell, atriz e dubladora norte-americana;






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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Uiara

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Uiara é um nome feminino indígena, uma variante do nome mitológico Iara ou Yara, que significa mãe d’água, senhora d’água. Segundo o folclore brasileiro, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é parda, possui cabelos longos e verdes, e olhos castanhos. Conforme o site CBHSF:


Uma sereia de imensa beleza que canta à luz da lua cheia, assim a lenda descreve Uiara, a deusa do rio São Francisco.

Pescadores e índios cariris, além de outros moradores locais, prestavam suas homenagens ofertando presentes a Mãe D’água, que com seus longos cabelos parecia agradecer a todos que deixavam presentes para ela.

Quando os tambores, ou torés, rufavam a meia noite o negro d’água aparecia, levava as oferendas para Uiara limpando as águas do Velho Chico num clarão prateado e o momento se fazia mágico.


Também é o nome popular do boto-cor-de-rosa na Amazônia, cujo nome cientifico é Inia geoffrensis, um golfinho de água doce.

Lendas são histórias contadas de geração para geração verbalmente, e, comumente, sofrem variações. Em uma delas, cronistas dos séculos XVI e XVII registraram que, no princípio, o personagem era masculino e chamava-se Ipupiara, homem-peixe que devorava pescadores e os levava para o fundo do rio.   

No século XVIII, Ipupiara vira a sedutora sereia Uiara ou Iara. Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

O poeta Olavo Bilac compôs o poema A Iara em que descreve a sereia:


Vive dentro de mim, como num rio,
Uma linda mulher, esquiva e rara,
Num borbulhar de argênteos flocos, Iara
De cabeleira de ouro e corpo frio.
Entre as infeias a namoro e espio:
E ela, do espelho móbil da onda clara,
Com os verdes olhos úmidos me encara,
E oferece-me o seio alvo e macio.
Precipito-me, no ímpeto de esposo,
Na desesperação da glória suma,
Para a estreitar, louco de orgulho e gozo...
Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:
E a mãe-d’água, exalando um ai piedoso,
Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.


No Brasil, há 1.712 pessoas chamadas Uiara, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), a maioria registrada nos anos 80 – desse total, 1.064 pessoas nasceram dentro dessa década -  e com destaque para o estado da Bahia. A versão Uyara tem 445 pessoas no total. Na lista da Arpen/SP do ano de 2015, contabilizou-se apenas uma Uyara






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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Euphrosine & Eufrosina

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Essa é a forma francesa e alemã de Euphrosyne, um nome feminino derivado da mitologia grega. Ele significa “Regozijo, alegria” em grego, baseando-se em “euphron”, composto por “eu”, "bom", e “phren” (genitivo phrenos), "mente", "coração". Euphrosyne era uma das três graças ou “charités” na mitologia grega.

Seu uso é baseado no período clássico, mas também foi influenciado pela existência de santas cristãs com esse nome. Em outras linguagens temos Efrosyni (grego), Eufrozina, Fruzsina (húngaro), Frosina (macedônico), Eufrosinia, Eufrosia, Eufrosine, Eufronia (italiano). Eufrosina é a forma italiana, portuguesa e romena do nome.

O dia de festa geralmente ocorre em 11 de fevereiro em comemoração à Santa Eufrosina, freira e virgem que viveu em um mosteiro masculino disfarçada de frade.

No Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), há 577 pessoas chamadas Eufrosina no país, sendo que a maioria delas nasceu na década de 40. A grafia Euprhosine não tem registros. A maioria das Eufrosina’s brasileiras são baianas.

Referências:

Eufrosina, imperatriz bizantina;
Eufrosinia, freira e santa russa;
Euphrosyne Parepa-Rosa, soprano britânica;
Efrosin'ja Mstislavna, rainha da Hungria;
Eufrosia Siracusa Valdaura, dama da nobreza italiana. 





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terça-feira, 15 de maio de 2018

Rutílio

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Rutílio é o nome de apenas 31 pessoas no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). Pelo menos no que concerne o período que vai mais ou menos de 1910 até os dias de hoje, não há por que supor que Rutilio encontrou alguma repercussão por aqui. Se encontrou, foi bem antes disso. Então, para aqueles que amam o argumento “nome de velho”, não, Rutilio está mais para “nome de múmia”.

Mas é um nome, e vai ter o post aqui no Por Trás do Nome, como lhe é de direito. Embora eu não aconselhe o uso de Rutílio à ninguém.

Rutilio é uma pedra preciosa, que também é usada como nome próprio. Rutilio vem do latim Rutilus, palavra que designa a cor vermelha ou também “ruivo”, designando a cor do cabelo. Por conta da sua cor profundamente vermelha encontrada em algumas pedras, esse mineral ganhou o nome de Rutílio. Também chamado de Rutilo, Rútilo ou quartzo rutilado, é associado ao surgimento da palha de trigo e aos cabelos dos anjos;

Outras versões do nome incluem: Rotilio, Rutilo, Rutolo (italiano), Rutili (catalão), Rutilius, Rutilus, Rutulus (latim), Rutyliusz (polonês), Rutilij (Rússia).

Seu uso na Itália, que começou no Renascimento, deriva de modelos históricos e clássicos, porque o nome foi tirado de vários personagens na história romana. Até à data, a sua propagação é pobre, o maior no Norte e Centro da Itália e especialmente na Toscana.


Referências:


Rutilio Pudente Crispino , general romano;
Rutilio Tauro Emiliano Palladio , agrônomo Romano;
Claudio Rutilio Namaziano , poeta e político romano;
Rutilio Baldoni , jogador de futebol italiano;
Rutilio Benincasa , o astrônomo italiano e astrólogo;
Rutilio Manetti , pintor italiano;
Rutilio Muti , pintor italiano;
Rutilio robusta , político e anti-fascista italiano;
Rutilio Dale , historiador, político e zoólogo italiano;





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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Winter

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Winter é um nome literal em inglês, considerado feminino. Vem de uma antiga palavra inglesa, que caracteriza a temporada do “inverno”. Winter portanto, significa “inverno”.
Nos Estados Unidos, no ranking feminino do ano de 2015, Winter classificou-se no 548º lugar. Esse é um nome de uso moderno, sendo que passou a constar no ranking norte-americano só a partir do ano de 2012. Antes disso, teve uma participação relâmpago em 1978 e 1979.

Muito embora, em terra de ingleses esse nome seja feminino, só penso nele em língua portuguesa como masculino, na carona de muitos nomes masculinos começados com W que tanto encheram os corações dos pais e mães dos anos 80. Em língua inglesa e especialmente nos Estados Unidos, Winter é usado concomitantemente à outras estacoes como Summer, Autumm e Spring.

Porém, é um daqueles nomes americanos terminados em –er, junto com Amber, Summer e Piper que soam femininos. Digamos que sua estação favorita do ano seja o inverno, e obviamente, não conseguiria usar “inverno” em português, então Winter seria uma boa. Por algum motivo, acho que a mãe do YouTuber Windersson poderia ter sido clemente e colocado Wintersson, agora era só ele tirar – son e ter um nome “de gente”.

Não acho que Winter soe bem num bebê ou numa menina brasileira, por isso, se for usar, que seja para um garoto. Ainda assim, acho muito “out”. Dá para pensar em substituir por Vinter (em dinamarquês) ou Talvi (finlandês). Ainda assim, acho complicado.

A tarefa de dar nome aos nossos filhos suscita muitas dúvidas, por isso, é preciso analisar todas as alternativas, pesquisar muito e decidir com os pés no chão, para não causar problemas para a criança no futuro. Embora nunca tenha sido a intenção dos pais, muitos nomes causam obstáculos e barreiras difíceis de transpor na vida adulta do filho.

Sendo assim, pense bem!

Se Winter é o nome que toca seu coração, vá em frente! As emoções tem razões que a própria razão desconhece. 





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domingo, 13 de maio de 2018

Annika

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Pessoalmente, eu “descobri” Annika no filme Barbie e a Magia de Alladus (Barbie and the Magic of Pegasus). O nome caiu muito bem para uma princesa na história encantada e imediatamente chamou atenção.

Annika é o diminutivo sueco, holandês, finlandês, alemão e inglês de Anna. Considera-se Anneka uma variante legitima em inglês. Anna ou Ana vem do hebraico Channah e significa “cheia de graça”.

Esse nome é razoavelmente comum no mundo europeu. Nos Estados Unidos classificou-se no 571º lugar no ano de 2015, enquanto ficou no 38º lugar no ranking mais recente austríaco. Já constou em rankings do Canadá e da Holanda.

No IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), há apenas 34 pessoas chamadas Annika; Outras grafias com pronúncia idêntica também constam: Anica 159 pessoas; Annica 20 pessoas; Anika 41 pessoas. Na lista da Arpen/SP consta 1 Annika e outra com a grafia Ânnica.

Referências:

Annika Beck , tenista alemã;
Annika Bryn, autora sueca e jornalista freelancer;
Annika Fredén, jogadora de handebol sueca;
Annika Kipp, apresentadora de televisão alemã;
Annika Kjærgaard, cantora sueca;

Annika Uvehall, nadadora olímpica sueca.





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